terça-feira, 29 de junho de 2010

Morram!


Que morram todos aqueles que têm motivos para acordar pela manhã

E, com eles, que morram todos que prezam sua religião fanática, condenando o fanatismo

Morram vocês que reclamam, mas nada fazem

Que morramos nós de coração duro e sem alma

Morram todos aqueles que se dizem felizes, todos aquele que comem pão!

Morra sociedade de padrões e extremos

Morra...

Morreremos....

Morrerei.

Morrer não dói.

Alice Burton

 

"I cannot say and I will not say that she's dead. She's just away."

quarta-feira, 23 de junho de 2010

E se eu sumisse...

Entediada. Essa é uma das palavras que descreve este momento, juntamente com triste, sozinha e pensativa. Talvez esse seja o problema, penso demais, tudo é motivo para uma discussão mental a qual sempre perco para aquela vozinha chata que existe na cabeça de cada um de nós.

 

 Nesse momento tenho a sorte, ou o azar, de estar perto de um lugar para escrever meus sentimentos, mas será que devo? A minha vida, meus pensamentos e problemas são importantes para alguém além de mim? Não acho. Se eu deixar de lavar a louça ou de acordar na hora alguém vai perceber? Acho que não.

 

Se mesmo rodeada de pessoas me sinto completamente sozinha, quando estou sozinha penso que sou única no mundo, mas então ouço as crianças brincando na rua, as vizinhas e vizinhos socializando no telefone ou na mesa de jantar com a família, e logo penso: Por que comigo?

 

Okay, sei que nada acontece somente comigo e sei que existem histórias piores do que a minha, mas sabe por que os meus problemas são importante pra mim? Pois são meus. Não ligo nem um pouco pra criança que está nascendo com dificuldade respiratória ou pro pai de alguém que acabou de ter um infarto. Não conheço essas pessoas, me conheço e quero me ver melhor. Se isso é egoísmo, que seja.

 

Enterrada nesses pensamentos me encontro com uma pergunta que julgo ser de suma importância. E se eu sumisse? Um dia, uma semana, um mês ou um ano; não importa. Quem me procuraria? Quem perceberia? Quem...

 

Essas perguntas só terão fundamento quando eu, de fato, desaparecer.Mas não estarei aqui para as ver ter uma resposta. Será que eu fiz diferença na vida de alguém? Será que alguém sentiria minha falta? Não sei, e não saber é pior do que ter a certeza que tudo foi ou não em vão. A vida, a razão, os princípios e as morais humanas e sociais não fazem sentido aqui, aqui onde eu mando, aqui onde eu decido, aqui... Onde? Onde ...

 

E se eu sumisse....

Alice Burton

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Conselhos



Não troque seus valores por palavras

Não os negue nem reprima

Pois teus valores lhe pertencem e a ti devem explicações

 

Não julgue em seus valores aquilo que não é teu

Pois a cada um cabe a escolha do caminho a tomar

 

Não imponha seus valores aos outros

Que podem não os entender ou simplesmente não os acatar

 

Viva de acordo com o que acredita

Faça o que acha ser o certo

Siga seus instintos

 

Viva.

Faça.

Siga.

domingo, 20 de junho de 2010

Em nome da razão revolucionária


A razão existe. Mas será que ela está exclusivamente na comunhão de gritos das multidões enfurecidas ou reside nas vozes espalhadas e solitárias dos contrários imersos naquele deserto de gente?

 

Periodicamente as pessoas criam um senso de coletividade comovente, lutam, brigam, morrem, acreditando fielmente que o que  defendem é o mais correto. Existem vários "certos" e "errados" nas guerras, nas lutas, nas batalhas, senão elas não aconteciam.

 

Razão é a faculdade de avaliar, julgar, ponderar idéias, raciocinar, inteligir e tem como antônimo a paixão, aquela que cega e distorce a verdade, os fatos, os motivos e a própria razão. Os apaixonados se deixam levar, não vêem com a clareza necessária o certo, o lógico, o verdadeiro.

 

O controle necessário para conseguir escolher suas vitórias e derrotas é extremo e difícil  de se atingir. A perfeição é inatingível, uma vez que sempre existirá um melhor a ser atingido. Todos caminhamos para o mesmo destino com diferentes sentidos e direções, mas com o mesmo caminho final.

 

O fato de reconhecer o erro e, mesmo que mudo, assumi-lo é o caminho para o crescimento pessoal, assim como também é o fato de não aceitar uma culpa que lhe é atribuída sem motivos. A principal lição a ser tomada é seguir em frente e esperar que as coisas melhorem por si, pois não cresceste o bastante para dobrar o orgulho desculpar-se por um erro não cometido.

 

Do mesmo modo que a burguesia francesa pegou em armas para defender os seus direitos e cortaram as cabeças dos tiranos que os afligiram em nome da razão que encontraram, façamos o mesmo em nome da razão revolucionária.

 

 Alice Burton


"Was it worth all that war just to win?"